Objetos Interativos Programáticos
A
experiência
de montagem dos objetos foi complicada e
desafiadora.
Contudo, trouxe consigo um leque de possibilidades e a capacidade de
sair da zona de conforto para produzir e aprender muito mais. O
primeiro desafio foi a criação de um objeto interativo que
proporcionasse ao usuário uma vasta experiência.
Mas também era importante que esse objeto se comportasse de maneira
programática, ou seja, possibilitasse aos indivíduos a plena
liberdade de interação. Meu primeiro protótipo foi uma luva que
possuía texturas
diferentes
para a experimentação do toque. No entanto, minha ideia ficou
limitada de muitas maneiras como a possibilidade de texturas e a
quantidade de pessoas que poderiam usufruir do objeto.
Dessa
forma, optei por dar o passo atrás e tentar me abrir a novas
possibilidades. Diante disso, pensei em um conjunto de argolas, com
uma central, que poderiam se conectar formando formas diferentes.
Dessa maneira, as pessoas poderiam interagir com a
peça
e criarem formato e funções que
assumam
significados
diferentes.
Essa possibilidade surgiu da flexibilidade de formas que meus objetos
base eram capazes de adquirir.
Como
segunda etapa desse processo de desconstrução de como observar a
arte e as interações sociais, recebemos a tarefa de criar um objeto
programático interativo que trouxesse consigo característica
de eletrônica.
O meu objeto teve como base as argolas produzidas, entretanto, o
material de sua composição foi mudado e alguns conceitos. O novo
protótipo
tem uma maior
flexibilidade e possibilidade de mudança, isso porque foram criadas
entradas
que podem ser realocadas, além da possibilidade de rotação e a
retirada da base. Foi adicionado ao objeto circuitos que quando
conectados passam corrente que acendem luzes que podem ligar e
desligar de acordo com a colocação das peças.



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